Fazenda Morumbi: A Semente Histórica de um dos Bairros Mais Nobres de São Paulo
É o resultado do loteamento de chácaras e pequenas fazendas, descendentes da Fazenda Morumbi, propriedade cultivadora de chá pertencente ao inglês John Rudge, introdutor do chá da Índia no Brasil.
Acompanhando o crescimento do sentido sudoeste (a partir do Centro Histórico) da cidade, o engenheiro Oscar Americano iniciou em 1948 o loteamento e o futuro povoamento do distrito.
No coração do pulsante bairro do Morumbi, em São Paulo, repousa um tesouro histórico que é a própria semente da região: a Fazenda Morumbi. Mais do que uma simples propriedade rural do passado, a fazenda e seu imponente casarão representam o ponto de partida para a urbanização de uma das áreas mais valorizadas da capital paulista, entrelaçando em sua trajetória a nobreza do Império, o pioneirismo agrícola e a efervescência cultural contemporânea.
A história da Fazenda Morumbi remonta ao início do século XIX, mais precisamente a 1813, com a construção de sua sede. As terras, que um dia foram presenteadas por Dom João VI ao inglês John Maxwell Rudge, tinham uma vocação inovadora para a época: o cultivo de chá. Rudge, um especialista na área, estabeleceu ali uma das primeiras plantações de chá da Índia no Brasil, marcando o pioneirismo agrícola da região. Antes de Rudge, a propriedade pertenceu a uma figura ilustre da história do Brasil, o Padre Diogo Antônio Feijó, regente do Império.
O casarão da fazenda, também conhecido como Casa da Fazenda, é um espetáculo à parte. Com sua arquitetura imponente, a construção preserva características da época, incluindo uma antiga senzala em seu pavimento inferior, um testemunho silencioso de um período complexo da história brasileira. Ao longo dos anos, a casa-sede foi palco de transformações e, atualmente, se consolidou como um sofisticado espaço para eventos e abriga o renomado restaurante Fazenda Churrascada. O estabelecimento oferece ao público a oportunidade de frequentar o local, desfrutando de sua gastronomia em um ambiente que respira história.
A transição da fazenda para o bairro nobre que conhecemos hoje teve início entre as décadas de 1940 e 1950. Foi nesse período que a Companhia Imobiliária Morumby adquiriu a vasta propriedade e deu início ao seu loteamento. O projeto urbanístico atraiu famílias de alto poder aquisitivo, que buscavam terrenos amplos e uma atmosfera mais arborizada, dando origem ao bairro do Morumbi, sinônimo de elegância e alto padrão de vida.
Capela do Morumbi pertencente à Fazenda Morumbi.
Oscar Americano adquiriu grandes glebas e iniciou um processo urbanização da área. Além disso fez a arborização dos futuros bairros-jardins ao plantar um exemplar de cada uma das espécies da flora brasileira na área.
Os lotes à venda pela Companhia Imobiliária Morumbi eram extensos, e logo muitas das famílias ricas paulistanas se instalaram nas ruas sinuosas da área.
Destaque para a arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, autora de projetos emblemáticos como o MASP e o SESC Pompeia, que projetou sua residência, a primeira do distrito, em meados da década de 1950.
A empresa imobiliária também contratou o arquiteto Gregori Warchavchik, que restaurou as ruínas da Casa Grande e da capela da antiga Fazenda Morumbi.
Em dezembro de 2005, as mesmas foram tombadas pelo CONPRESP. Devido à construção do estádio Cícero Pompeu de Toledo, no final dos anos 1950, e a transferência da sede do governo do estado para o Palácio dos Bandeirantes, foi rápida a ocupação dos terrenos livres. Nos anos 1980 e 90, a verticalização atingiu o Morumbi, principalmente nos arredores da Avenida Giovanni Gronchi.

O Morumbi concentra alguns dos bairros mais nobres da cidade de São Paulo e do Brasil, sendo um reduto da classe alta paulistana. Ao mesmo tempo apresenta favelas, tais como: Real Parque e Jardim Panorama e também faz divisa com a favela de Paraisópolis, a segunda maior da cidade no distrito vizinho de Vila Andrade.
O distrito têm a maior concentração de renda e uns dos mais elevados índices de desenvolvimento da capital, seus moradores têm o maior poder aquisitivo da cidade.
Exemplo desses bairros são: Cidade Jardim, Jardim Guedala, Jardim Morumbi, Vila Morumbi, e Morumbi Sul (na região sul do distrito). É também um dos distritos mais arborizados da cidade, contando com inúmeros parques e praças, como a Praça Vinícius de Moraes e o Parque Alfredo Volpi.

Dentro dos limites do distrito encontra-se o Hospital Israelita Albert Einstein,

Um dos mais importantes hospitais privados da cidade, o Hospital São Luiz, a sede da Rede Bandeirantes de rádio e televisão, o Clube Paineiras do Morumbi, o luxuoso Shopping Cidade Jardim, a sede do São Paulo Futebol Clube e o Hipódromo de Cidade Jardim, pertencente ao Jockey Club de São Paulo.

Segundo o Metro de São Paulo está em estudos o projeto da construção da Linha 17-ouro, que cortaria o distrito em direção aos bairros de Panamby e Paraisópolis, sendo construído em vias elevadas, monotrilhos. Com isso os moradores organizaram protestos, reuniões e abaixo-assinados contra a intervenção, alegando que haveria um grande impacto visual, parecido com o do elevado Costa e Silva na região central da cidade.
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